27/08/09

À meia luz - 1944

Sim, penso em tornar isso uma mini crítica de filme. E acho que outras pipocarão por aqui.

Gaslight... Boa tradução brasileira, difícil né?

Ingrid Bergman emprestada pelo sr. Selznick, ganhando um Oscar, na minha opnião bem justo.
Resumo: jovem cantora de ópera larga a mesma carreira da tia assassinada para casar com um músico que ela pouco conhece. O marido aos poucos vai tentando a deixar louca para conseguir outras coisas a partir disso.
Quem brilha mesmo é Ingrid, o momentos de confusão, tentando se lembrar de algo que (não) fez.
Já o marido... Poderia ser mais sutil. Assim deixava o público com um quê de dúvida. Gosto de me sentir intrigado, teria sido legal entrar na loucura da Ingrid, o que não acontece em nenhum momento do filme, só cheguei a apreciar bastante a atuação dela.
Vale a pena, por ser um suspense extremamente leve nos tempos atuais, porém, a carga do filme é boa.
Fã de Ingrid agora :)

07/07/09

Antítese

O recurso de contraste de cena com música é bem recorrente no cinema para chamar a atenção do público, para ironizar, dramatizar, etc. Um exemplo besta seria o da música Nobody but me no massacre dos crazy 88s em Kill Bill, o que faz com que o massacre seja algo divertido, beirando o cômico.
Os que mais me chamam a atenção são os filmes do oriente... Ao meu ver, há um cuidado extremo com fotografia e trilha, que realmente fazem com que você entre no clima da situação mostrada. Exemplos:



Vendo o terror coreano Sapatos Vermelhos nota-se esse aspecto, nos flashbacks apresentados. Os violinos utilizados causam tanto suavidade como podem beirar a tristeza e quem sabe o terror, dependendo da cena, o que é mais notado com notas de piano dispersas (truque muito utilizado em filmes do gênero).



Um outro terror, esse me surpreendendo bastante, foi Espíritos 2, que possui uma narrativa sólida e agrada variados tipos de público. A música é quase que um coadjuvante que se destaca bastante nesse filme.



O que mais mexeu muito comigo foi, sem dúvidas, Oldboy, orbigatório, ponto final.

30/06/09

Motherf****r!



Outro que detona...

12/06/09



figura que tem um pequeno grande sentido

11/06/09

Qual o seu limite?

De novo pensamentos vieram depois de filmes, nesse caso, Pathology e The Mist.
O primeiro, muito indicado por uma amiga minha, acabou por se tornar um teen movie bem feito, cruel e cruel e cruel.
Grupinho de médicos patologistas matam pelo prazer de fazer que os colegas não descubram como matou. No caso, um nerd mor, com a vida feita, é influenciado pelo grupo, digamos mais "cool" e influente, sexo, drogas e assassinatos junto com o pacotinho!
O segundo filme, baseado em um conto do sr. S. King, fui por elogios e curiosidade mesmo. Começa bem trash, e vai ganhando ares de bom drama extremista, digo isso no sentido de situações limite.
O que fazer quando algo seu está ameaçado? Seja uma aposta de dinheiro, seja uma disciplina no colégio, seja sua vida... Como você leva isso? E qual o porquê de você tomar a decisão que toma?
O que os dois filmes tem a ver? calma calma... o ponto seria a influência do momento e das pessoas.... Ahh... as pessoas "O inferno são os outros" Tem frase mais verdadeira que essa?
Tão simples e tão ignorada, mesmo estando bem implantada em todos.
Não sou tão bom de trabalhar em grupos, não gosto de 50 opiniões e nenhum acordo, prefiro 3 dúvidas e respostas rápidas.
Uma amiga mesmo já me fala que reuniões são perda de tempo, e muitas das que vou, acabo concordando cada vez mais com ela. Reúna o grupo que você quer falar em específico. Existe um problema? Quer ficar discutindo sobre ele? Não! Procurem a resposta! Resolver é a chave.
Então, voltando ao filmes.. o pouco que tem em comum é: influência e momento.
Você age pelo seu estado de espírito do momento. E todos ao redor, quanto mais falam, deixam você mais maluco. Não sou fã de pessoas com grande influência, que sabem que tem esse poder e se você pega no calcanhar, elas não querem admitir.
Sou amigo de pessoas com, digamos, certo porte, certo poder de palavra, mas, sabem escutar e descem do pedestalzinho quando notam que erram, até eu acho que tenho disso.
Mas, me chateia sabe? pessoas que não querem nem tentam entender, a pessoa está com problemas? Se a pessoa for resolver, afetaria um pequeno problema seu? Tente ver a média, sacrifícios valem a pena.
Estranho eu me mostrar pacífico assim :P
Mas, uma coisa boa que vejo a cada dia é o cultivo das amizades, e não, não meeeesmo, não é por interesse. Digo que amizade mesmo é feita de retribuições e gestos gratuitos. E isso sim, é difícil de achar.



Cadê?

14/05/09

Unidade é coisa do passado


A moda agora é comprar livros no quilo...

29/04/09

Oh yeah!



Tem como se viciar pela terceira vez na vida em Barry White nos seus 23 anos?

Sim, o cara é phoda.

1 ano!

Sim, Hoje fui me tocar que já completei 1 ano de natação!

Corpo sem mudanças, porém tchau fisioterapia! um bom alívio...

21/04/09

ufa

Sabe aqueles dias em que você está aliviado por ter terminado uma apresentação de 102 slides sobre transformações bioquímicas no tecido animal após o abate?





Eu sei.

09/04/09

Será que eu posso?



Um post de indignação:

Por que você pode levar esporro no trabalho quando você faz algo errado, e com os outros, você não pode fazer o mesmo?
Quando a questão é empresa, o "carão" é grande. Mas quando o serviço é pessoal, ai já mudam os esquemas?
Como é isso hein?
Pena?
Falta de compromisso, isso sim.
Não é porque você trabalha limpando a casa de alguém, faz móveis, vai dedetizar, sei lá o que, que você não tem regras a cumprir, afinal de contas, você está sendo pago do mesmo jeito.
É um emprego, é um serviço, tem horários a cumprir.

Posso ficar com raiva sim, e claro que posso reclamar.
Estou pagando, tenho direito, se errou em algo, se rebole para reverter isso. Eu mesmo que não tenho que me adequar aos seus problemas. É justamente o contrário.
Sendo fudidamente capitalista: o cliente sempre tem razão. Ele paga, ele ganha. Não sabe se vai conseguir fazer o trabalho, então avise logo, porque só o que tem é gente correndo atrás.

E repito: solto meus esporros, não por terem soltado em mim alguma vez, mas porque acho que merecem.

Bah, será que eu posso ficar com raiva?
Por que poucos me entendem?

19/03/09

Um crítico curto e grosso

ok, 3 pessoas já vieram me falar: escreve sobre cine!
Assumo que tenho opiniões fortes sobre o assunto. Porém, irei fazer sem esquema de nota em todos eles, e serão coisas pequenas. Acho que seriam filmes que me atiçaram de alguma forma. Seja por uma cena, uma trilha, um bom diálogo, qualquer coisa.
Comecemos?

Vestido de Noiva - 2006



Baseado na peça de Nelson Rodrigues (genial, incrível, fenomenal) e dirigido, adaptado e produzido pelo seu filho Joffre Rodrigues. O filme ainda conta com atuações (só pontas meeeesmo) do neto e bisneto de Nelson.
Que bonitinho né? Coisa família :)
Voltando... Elenco: vamos pelos 3 principais:
Simone Spoladore - um estilo não muito convencional... Não acho que seja o tipo de atriz que se encaixa em papéis diversos. O rosto estilo Picasso e o sotaque misturado com uma voz doce, não é de agrado do povão... No filme, desaponta. Não traz emoção em todos os planos do filme. Sei que alguns, precisava ser estática (alucinação), porém, não conseguiu uma boa transição (será discutido depois).
Marília Pêra - Ahhhhh, Madame Clessi.... me rendeu ótimas risadas... O sotaque carregadíssimo... le français.. oh mon Dieu!!! Mais porquoi acentuar tanto? Não me pergunte. Acabou por deixar uma coisa cômica. Pelo menos, você sai com uma coisa boa pelo papel. Uma simpatia.
Letícia Sabatela - uma atriz, que confesso, não muda muito, mas, eu adoro. Bonita e com um timing ótimo, faz o que deve ser feito, na medida certa, porém, sempre parece uma coisa ensaiada, mas adoro ver. De novo, um dos papéis fracos...

A direção e roteiro fracos cansam e muito, e confudem. O livro por ser passado em 3 planos (e com uma transição perfeita) acaba sofrendo pela mãos do filho do próprio... Tédio tomam algumas cenas, a não ser quando Marília Pêra volta com o sotaque carregado, que já me colocava um sorriso de volta ao rosto. Não é porque eu já tivesse lido o livro, que a surpresa tivesse acabado, que eu não tenha gostado tanto. De jeito nenhum. Comprei o filme na hora que vi (5 reais na blockbuster, um achado).

A intenção do filme é boa, sério mesmo, mas repito, não convence. O teatro não se saiu bem na sua transição para o cine. Ficou muito caricato. E a necessidade de tomadas externas do filme, quebrou o clima que ele estava querendo criar.
Um caso desses que me lembro claramente, é o de Closer, que o filme ainda parecendo extremamente ensaiado, saiu convincente e brutal.
E o engraçado: Vestido de Noiva tinha potencial para ser muito brutal também.

Vale a pena? Sim, curiosidade, sotaque francês, Simone e Letícia (eu sei, não estão ótimas, mas a dupla vale). Mas, alertando: lento, estranho para quem já leu, e confuso para quem não o fez. E viva Madame Clessi! Ah oui!

07/03/09

Blonde redhead é o que precisamos

Remember when we found misery
We watched her, watched her spread her wings
And slowly, slowly fly around our room
And she asked for your gentle mind

Misery is a butterfly
Her heavy wings will warp your mind
With her small ugly face
And her long antenna
And her black and pink heavy wings

05/03/09

Nadando com Eleanor Rigby



Sextas-feiras. BNB. 20:15.
Chego com preguiça, faço o rápido alongamento, nado 1 km, me arrumo e volto para casa.
Mas poxa, sexta a essa hora???
Com cover de Beatles smepre nesse dia, é um prazer :)

Tempo, tempo, tempo, tempo, tempo...

Gostei de uma frase que escutei de minha avó: "A cada 10 anos uma pessoa muda completamente".
Sei que não posso falar muito, afinal as duas primeiras décadas realmente você muda extremamente. Mas achei engraçado foi esse intervalo de tempo, não 5, mas 10 anos.
Essa semana está passando também documentarios da BBC sobre mudanças de pensamento com o decorrer da idade. Você se sente tão vulnerável ao mundo.
Nós nos transformamos com o aumento da responsabilidade e sabedoria, mas também pela influência dos que nos rodeiam, que, diga-se de passagem, mudam consideravelmente também com o passar das décadas.
E minhas perguntas bestas se acumulam e se misturam. Somos tão facilmente influenciados assim? Podem dizer que "claro que não, não é assim!". Mas acho que mesmo sendo poucos os pensamentos que nos apossamos, qualquer que seja o número deles, para mim é muito.

14/01/09

John & Stella

Dois símbolos pequeninos, porém de um significado imensurável.